São umas 2 da manhã agora. Mania de ver as horas passar sem dormir.
Sei que é tudo psicológico, e obviamente só podia ser...porque vem de dentro, bem do fundo.
A questão é: sinto a tua falta. E queria dizer-to com todas as letras com que escrevo aqui. Sinto mesmo a tua falta. Não preciso que estejas comigo a toda a hora e que me ames como eu te amo, não é isso. Preciso de te ver apenas por segundo todos os dias. É o quanto basta para que o meu peito acalme esta idiota ansiedade. Ver que estás bem e feliz, que finalmente a vida corre-te bem, que finalmente percebeste que não precisas de mais nada a não ser da tua inteligência e força para seres feliz e perfeito.
És perfeito em toda a tua imperfeição. Gosto tanto de ti.
Nunca te disse isto na cara pois não?...Acho que foi um dos meus erros. Agora, estou quase de partida e penso...arrependo-me de tudo o que te deixei por dizer. Queria ver na tua cara, nas tuas mãos, nos teus olhos o que sentirias quando te dissesse que te amo. Já há muito tempo.
Acho que de certa forma tu sabes. Tu sentes. Tu sentiste na despedida na estação de comboios. Nesse momento, por dois segundos antes de embarcar eu senti toda a tua força a abraçar-me como nunca o fizeste antes, depois de tudo o que te pedi. Eu vi nos teus olhos a ternura que sentes por mim. Aliás, eu inclusive soube das tuas tímidas lágrimas quando eu fui embora.
O que eu continuo sem saber é a razão de não termos permanecido juntos. Secalhar é por isso que ainda gostamos tanto um do outro. Não nos cansamos. Mas doeu ter de aguentar tanto tempo afastada. Doeu? Ainda doi. Não sei bem quando vai parar. Acho que nunca. Foste e és o primeiro homem que eu amei. Agora mais uma vez vou embora e levo na mente as recordações, na boca o sabor dos beijos, nas mãos o calor do teu corpo, e no meu corpo o calor das tuas mãos. Levo pedaços da tua alma nas dezenas de fotografias que te tirei para poder admirar com calma todos os pormenores que me fazem gostar de ti. Gostar assim desmedidamente. São as pequenas coisas que me fazem pensar em procurar-te antes de ir embora, mas não sei se valerá a pena. Diz-me tu.
Nunca escrevi assim para ninguém. Nem por ninguém. Nem sobre ninguém. Portanto tudo isto para mim é novo e dificil de perceber, apenas sei que nem tudo o que quero posso ter, mas ninguem me explica porque que nao tenho nada do pouco que quero... a ti.
O quanto me basta para voltar a conseguir dormir é ver-te sorrir para mim.

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